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O PAIGC e a Crise Política na Guiné Bissau


Introdução 

Um dos principais problemas da Guiné Bissau é o PAIGC e os seus membros que dominam a vida política na Guiné-Bissau. No meu intender são os principais protagonistas da crise política do país.  Desde a luta da independência até à data presente, a estabilidade do partido e do país estão interligadas. Pode-se afirmar, com razão, que qualquer crise que o país enfrenta começa no PAIGC cujo os membros do partido têm um papel importante  na história do país e dominam o espaço político e militar.

Na actual crise, os principais actores são, José Mário Vaz, o Presidente da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, cuja destituição do cargo de primeiro-ministro desencadeou a actual crise. José Mário Vaz é apoiado pelo ex PM Umaru Sissoko Embalo, os 15 deputados dissidentes liderados por Braima Camara e o PRS, o segundo maior partido do país. Enquanto o Domingos Simões Pereira é apoiado pelo Presidente da Assembleia Nacional, Cipriano Cassamá, o PAIGC e os outros partidos da oposição.

JOMAV  O José Mário Vaz: Presidente da Guiné-Bissau desde 2014, foi ministro das Finanças no governo de Carlos Gomes Júnior, sob a presidência de Malam Bacai Sanhá até ao golpe de estado de 2012. Antes disso , foi eleito prefeito de Bissau em 2004 e ocupou o cargo até 2009, quando foi feito ministro. Após o golpe de 2012 que depôs seu governo, o Jomav fugiu para Portugal, mas voltou em fevereiro de 2013 e foi três dias preso por corrupção. 

Não percebo, porque que o PAIGC apoiou o JOMAV durante as eleições de 2014? Depois de terem conhecimento das práticas de corrupção conduzidas pelo JOMAV . “

O líder do PAIGC 

O Domingos Simões Pereira, ocupou o cargo de Secretário Geral da organização de caridade católica na Guiné Bissau, onde se percebeu da desigualdade que existe na  nossa sociedade. De 2008 a 2012 foi Secretário Executivo da CPLP. Em junho de 2014, após as eleições presidenciais, foi eleito primeiro-ministro. O seu governo foi dissolvido pelo presidente Vaz, por atos de corrupção e falta de confiança. O presidente do PAIGC, conseguiu fortificar a nossa relação internacional, onde engariou 1 bilhão  de euros para encorajar um desenvolvimento sustentável (projecto Terra Ranka). Desde a dissolução do seu governo, a Guiné-Bissau não teve um governo estável. Entretanto, depois da ratificação do acordo de Conakry em Lomé, Aristides Gomes foi escolhido como o PM de consenso. Mas as devisoes na classe política ainda existem. O Líder do PAIGC, usou todos os instrumentos do partido para derrubar os primeiros-ministros nomeados para substituí-lo. Juntamente com os seus apoiantes no Parlamento, dificultaram o funcionamento do governo do General Umaro Sissoko Embalo.

Assembleia Nacional Popular 

Cipriano Cassamá, o actual presidente da Assembleia Nacional, é um outro actor importante  que usou a sua autoridade para apoiar o líder do seu partido, Simões Pereira. Durante dois anos, a Assembleia Nacional não teve uma sessão porque o Presidente e os deputados da ala do PAIGC decidiram encerrar o parlamento por causa da crise política. Entretanto, no final da legislatura, as partes em conflito decidem aprovar a extensão dos mandatos e 96 deputados recebem um carro novo (Prado). Quer dizer os deputados falham e ainda têm dereito a privilégios, isto é  inadmissível. 

Os Deputados dissidentes do PAIGC

Os 15 deputados dissidentes são liderados hoje por um forte actor político em Bissau, Braima Camara. O deputado Braima, esteve no centro de uma controvérsia sobre a má gerência ou desaparecimento de 20 milhões de dólares atribuídos por doadores, internacionais - Banco Mundial e a FMI. O fundo era para a Promoção da Industrialização de Produtos Agrícolas. O  deputado Camara foi acusado de corrupção por actores próximos ao ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.  As alegações de corrupção causaram uma grave crise no seio do PAIGC. 

Conclusão 

Todos esses atores são  líderes partidários do PAIGC, cujas ambições e preconceitos individuais se tornaram um fator para a estabilidade política no país. Este governo, devia também focar em encorajar uma missão de reconciliação nacional. 

Está na hora de se libertar desta classe política (Geração X). A nova geração deve continuar a combater a corrupção na Guine Bissau. A maioria dos Guineenses são pessoas que trabalham no duro, com honestidade mas a classe política atual tem o país de refem. No entanto, devemos lutar para eradicar ou expor as práticas de corrupção, e não devemos desistir, nesta luta pela justiça, equidade e harmonia.


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