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  • Deian Gomes

Um Regime Ditatorial Consciente na Guiné Bissau


Começo esse texto com algumas remarcas que oiço com frequência nos demais debates que se tem tido esses últimos anos, remontarei alguns anos para uma breve descrição do que chamo de “lapso politico-estatal” antes de finalizar com soluções.

Sempre oiço a frase não me meto na política só me preocupo com a cidadania ou recebo mensagens de próximos pedindo que não me intrometa em assuntos políticos a minha reação é quase sempre a mesma, fico estupefacto não pela tamanha demência do que me pedem, mas por constatar que são essas mesmas pessoas que se preocupam com o estado dos hospitais, estradas, do nosso país ou seja um ato de Cidadania. Porém a etimologia dessas duas palavras (Política e Cidadania) são as mesmas só que um em grego o outro em latim não se pode fazer cidadania sem meter-se na política ou vise versa, mas afinal o que é a política? A política são conjunto de leis e normas que regem uma sociedade, um grupo de indivíduos tudo aquilo que nos orienta para integrar uma sociedade é chamada de política, um partido político é um dos modos de se politicar não abrange o conceito da política que é muito vasta e importante conhecer.

A Guiné-Bissau reergueu-se de inúmeros conflitos políticos e militares, esses conflitos se juntaram a outros pendentes por se resolver o caos foi se instaurando aos poucos a medida que os líderes num ócio total se viraram para o lado errado da moeda onde até hoje continuam. Já diziam os bombeiros “nenhum incendio começa alto tudo passa por uma simples faísca” o que significa que saímos do período pós-colonial com um número ínfimo de alfabetizados e na altura as pessoas eram interditadas de pensar alem do básico (o sol, a lua, o mar etc..) instaurou-se um medo psicológico de revindicação que hoje ainda enaltece os seus estigmas falo de cinco décadas depois. A democracia precisa de alicerces sólidos, de instituições sérias, assim como de líderes com ambição de contemplar com audácia a conceção de um futuro prospero, faltou-nos coerência na escolha de líderes e veemência na exigência do que nos revem por direito eis a principal razão do nosso abismo.

No meu ponto de vista a raiz do problema político Guineense, é o conceito da Democracia em si que não foi concebida como deveria sê-la, não foi ensinada, assimilada e hoje é fútil; e é importante relembrar que sempre vivemos num regime Monocrático ditatorial e as marcas ainda persistem no país.

A democracia é o poder do povo é um ato político que passa por escolhas derivada das campanhas, debates; partidos, figuras publicas ela é eficaz em sociedades preparadas (prévia informação) incutidas seculos, décadas, antes para que hoje possamos ter exemplos como a Suécia, Finlândia.

Em suma o cataclismo começou na sua aderência (democracia) sem prévia preparação, pois sim não estamos preparados a tamanha organização, essa cadencia requer disciplina, coerência, normas e valores irreversíveis, e sobretudo um acompanhamento educacional de base com vista ao contexto em que nos encontrarmos é ilógico reparar um vazamento de água sem antes proceder a um corte geral, a reparação pode ser feita todavia o prejuízo será superior ao custo da reparação não tarda nada a depararmo-nos com esse paradigma o que chamo de lapso politico estatal.

Na minha perspetiva os incessantes conflitos na classe politica derivam do dinheiro a mera necessidade do enriquecimento fácil, da arrogância, da prepotência ao narcisismo do conhecimento só que fingir conhecimento não leva ao conhecimento, é perigosíssimo numa liderança incompetentes com iniciativa acima de tudo num pais dormente com um povo na funéria a solução é só uma :um regime ditatorial consciente a palavra ditadura assusta não obstante educa é urgente repor a disciplina no seio guineense, é urgente reerguer os valores, aniquilar todos os patifes que sugam o bem publico ocultados a politica protegidos por leis corruptas, é iminente perceber que o bem publico não é aquele que não é de ninguém mas que é de todo o mundo, necessitamos reinstaurar uma nação forte respeitada que esteja a altura de escoltar a cadencia do desenvolvimento mundial.

Doravante que seja o núcleo da nossa força motriz, a política não são eles a política somos nós, só assim a nossa sinergia renascerá com o nosso lema: Mortu no enterra esperanca no garbata sempre cabeca lantadu ate vitoria final.

Bem Haja

Deian Gomes

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