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Guine Bissau Vs Senegal


Depois de fazer uma revisão sobre a literatura do caso Guiné Bissau vs Senegal, admito que foi uma excelente iniciativa a petição criada por um grupo de personalidades da sociedade civil o ex-chefe da diplomacia, Huco Monteiro, o comentador político, Fernando Casimiro, o grande sociólogo, Miguel de Barros e a ativista cívica Zinha Vaz.

Pode-se afirmar que a petição ganhou a atenção do povo guineense e alertou ao Presidente da República em defender o interesse nacional; preparando assim uma estratégia que facilitará a ratificação dos acordos sobre a Zona de Exploração Conjunta (ZEC) constituída em 1993.

Acredito que a petição foi escrita de boa fé, basta ler todas as sugestões que as personalidades guineenses citaram na carta. Estou convicto que, neste momento as partes em negociação principalmente a Guiné, não devia discutir a delimitação das fronteiras marítimas; devido às reclamações que ambas as partes têm sobre a matéria em questão. 

Em curto prazo, a partilha dos recursos da zona de exploração comum, neste preciso momento, é a melhor opção para resolver o problema da delimitação marítima entre a Guine Bissau e o Senegal.

Em virtude do que foi mencionado, General Zamora induta e o presidente do MCCI, Sana cante, nao concordo com a vossa sugestão. Os pedidos de redefinição das fronteiras deviam estar fora do baralho na segunda ronda de negociações em Bissau. 

Nesta altura do campeonato não temos as condições financeiras, técnicas para engajarmos em disputas nos tribunais internacionais, caso não exista um acordo sobre a delimitação.

Portanto, mais uma vez, a ZEC é a única opção para resolver o problema entre a Guiné e o Senegal. Não estou a analisar as causas, o desenvolvimento ou se é uma linha reta ou não.  Mas alerto aos guineenses para não deixarem este assunto em particular, fragilizar o nosso desenvolvimento sustentável que ainda não conseguimos alcançar.

Nós devíamos negociar os requisitos do novo acordo, só depois das eleições presidenciais quando houver um clima de estabilidade e ordem no país. Para concluir, precisamos de ser firmes nas negociações, precisamos da união nacional, ordem democrática, uma estratégia nacional, para melhor nos facilitar na ratificação dos elementos que constam no acordo de 1993. A Guiné-Bissau tem de ratificar a distribuição 15% vs 85% dos recursos petrolíferos, que ainda não foram descobertos na zona em disputa.

Aristides Mandinga- studying International Relation and Peace Studies.

 Source: Energy Pedia News 


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