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O Terra Ranka dos “libertadores” e os seus limites de eficácia


O Terra Ranka dos “libertadores”, é um produto da lógica ultraliberal: em que o Estado fixa as regras e cobra os impostos para financiar as despesas e as transferências, num contexto em que a consecução de dois objetivos: reduzir o deficit e a divida pública externa, imperam cegamente sobre os outros objetivos de política económica.

Por exemplo: as despesas com a escola e a saúde (direitos fundamentais do cidadão), não têm prioridade sobre o pagamento dos juros da dívida pública externa!

Ou dito de outra forma mais incisiva, a receita do Terra Ranka é: cortar no sector público e reduzir o papel do Estado na economia, mesmo que isso se traduza na preterição dos direitos de cidadania. 

A construção de um sistema fiscal e orçamental propício ao desenvolvimento, não faz parte da agenda de prioridades do Terra Ranka.

Segundo os “libertadores”, as forças do mercado encarregar-se-ão de gerar o desenvolvimento. E isso só será possível, talvez, por “milagre” dos “libertadores!?

Prosseguir com essas políticas de desenvolvimento, é esperar um futuro pior que o presente, é por em risco a sobrevivência da nossa pequena, mas grande Nação, é perder a Guineandade! Aliás, esta, só tem sobrevivido, graças aos talentos individuais da nossa cultura, particularmente os músicos, e ao orgulho patriótico, que felizmente ainda resta, das nossas forças de defesa e segurança.

Conclusão

O debate não é se o Estado deve intervir ou não como produtor e detentor do capital: hoje já há pouco por privatizar em benefício dos dirigentes dos “libertadores”. 

O debate, não é, tão pouco, se o Estado deve intervir fixando as regras e, não apenas, retendo impostos para financiar as despesas e transferências (o paradigma do Terra Ranka): hoje o nosso mercado é muito menos regulado e há mais receitas de impostos para financiar despesas do que no passado.


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