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  • Aristides Mandinga, IR and Peace Studies

PAIGC um Partido Intriguista


A Comunidade Internacional considerou as eleições presidenciais de 2019 "livres, justas e transparentes". Entretanto, vários países da “Global North” especialmente os países da “Global South” reconheceram e receberam o Umaro Sissoco Embalo na qualidade de presidente eleito da República da Guine Bissau.

Este artigo tenta explicar a nova disputa inventada pelo PAIGC sobre a legitimidade dos resultados anunciados pela Comissão Nacional de Eleições.

Análise do conflito Guineense

A CNE no meu ponto de vista seguiu todos os parâmetros legais em relação a organização das eleições Presidenciais. Após a publicação dos resultados provisórios no dia 1 de janeiro que se tornaram definitivos no dia 17 de janeiro, a atitude e o comportamento da atual direção do PAIGC influenciou a escalada do conflito e ameaça a Paz e a Democracia na G. Bissau.

A elite que controla o monopólio do poder desde 1994 apercebeu-se que havendo um novo regime que visa combater a corrupção e o Tráfico Organizado Internacional não haverá lugar para os desonestos se esconderem.Toda a falcatrua que o PAIGC cometeu desde 2014 a data presente será conhecida em breve.

Não se compreende o silencio do atual Primeiro Ministro "fantoche" em não questionar por que razão o Ministro das Finanças levantou CFA 380 milhões ?? O PAIGC está a usar os mesmos mecanismos que no passado usou para continuar no poder.

É bom relembrar o outro líder "fantoche" DSP, que durante a campanha presidencial alegou, que se o resultado da Comissão Nacional de Eleições não o favorecesse aceitaria os resultados em prol da paz e da estabilidade do país. O paradigma atual já é outro. Infelizmente o DSP para proteger os seus interesses políticos e pessoais aceitou o plano maquiavélico da velha guarda do PAIGC que visa rejeitar os resultados presidenciais dando início a uma batalha judicial sobre o pretexto da verdade eleitoral.

Poupem-me. O nível de desespero do PAIGC é alarmante. Num passado recente o PAIGC: contestou a posição da Comunidade Internacional por felicitar o presidente-eleito; acusou os militares de estarem envolvidos na fraude eleitoral; acusou o MADEM G15 de adulterar os resultados presidenciais, (histórias do Hacker do Barreiro) e para atrapalhar ainda mais o processo escreveu 500 páginas onde no mínimo 400 páginas descrevem irregularidades artificiais do processo eleitoral.

A Comunidade Internacional reconhece o Umaro Sissoco Embalo na base dos dados da CNE um “órgão independente e permanente que funciona junto da Assembleia Nacional Popular e tem por função a superintendência, organização e gestão do processo eleitoral e referendário.”

Em relação, ao envolvimento dos militares na fraude eleitoral, o chefe das Forças Armadas desmentiu a farsa do PAIGC e foi ainda mais longe em tornar público que em 2016 foram convidados para executarem um “coup d’etat” contra o presidente cessante.

A história dos hackers, acabou por ser "FAKE NEWS" criada por um cidadão Guineense que vive no Reino Unido, Leeds.

Em outras palavras, o PAIGC está a usar todas as artimanhas possíveis e imaginarias para pôr em causa todo o processo eleitoral e descredibilizando assim todo o trabalho feito pela Comunidade Internacional.

Conclusão

É inaceitável permitir que uma elite continue a bloquear a vontade do povo expressa nas urnas. 

O PAIGC está a usar o monopólio do poder para criar uma "clash de instituições" subordinando o Cipriano Casama, atual Presidente da ANP, Aristides Gomes, o Primeiro-Ministro "Fantoche" e alguns juízes do STJ para continuarem, agarrados ao poder.

No meu ponto de vista, o STJ perdeu a sua legitimidade em termos de tomada de decisão uma vez que internacionalizámos o nosso conflito. Durante 5 anos a CEDEAO foi a entidade que resolveu a nossa crise política. 

Em linguagem que se entenda, durante 5 anos a CEDEAO governou indiretamente a Guine Bissau. A nossa constituição neste preciso momento está em stand-by.

Durante toda a nona legislatura assistimos várias decisões políticas ou económicas a serem transferidas para uma entidade sub-regional algo que contraria o conceito de soberania.

A nossa soberania institucional ou nacional só será resgatada quando o presidente eleito Sissoco se sentar no palácio. Queiram ou não, a resolução deste impasse terá de vir da CEDEAO, uma entidade que tem ditado o que temos que fazer enquanto Estado-Nação.

Para concluir, se o Supremo Tribunal de justiça anular as eleições a tal decisão será considerada sem efeito e uma afronta à Democracia Guineense. A Guine Bissau precisa de um sistema judicial justo e independente. 

É importante mencionar que na Democracia Liberal o povo é quem mais ordena e o povo escolheu o General Umaro Sissoco Embalo.

Si PAIGC nega resultado aos? Amanhã si bo bim ganha cuma cu no pudi bim cetal???

Sejam Democratas

Aristides Mandinga, IR and Peace Studies 


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