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Os Dominguistas Sofrem de Transtorno de Estresse Pós-Eleição (TEPE)


O famoso comunicado da CEDEAO que reconheceu o Presidente Embalo e solicitou a formação de um novo governo respeitando os resultados das eleições legislativas de 2019, não foi cumprido integralmente devido o extremar de posições entre os atores políticos.


O Presidente Embalo, consultou democraticamente todos os principais atores políticos e não tenho dúvidas que tomou boa nota das opiniões que os partidos exprimiram. Ao meu ver, chegou a altura de arrumarmos a casa (G. Bissau) e acabar com esta rivalidade endémica que existe entre os atores em disputa pelo poder. O Presidente da ANP sob instruções do Presidente Embalo, aceitou para o bem da nação, trabalhar com os principais atores políticos para encontrar, uma solução interna, capaz de repor a normalidade institucional no país .


O país não pode continuar a deriva dos Dominguistas. Se houver novas eleições legislativas será que o PAIGC e os seus aliados estão preparados a lutar para manter os seus lugares no parlamento? O MADEM G15 já provou nas ultimas eleições presidenciais de que a vontade popular já não é a mesma do que era antes.


Os Dominguistas Sofrem de Transtorno de Estresse Pós-Eleição (TEPE)


Fiquei chocado com a recente declaração do DSP “Este Governo está a assassinar a sua população”. Sinceramente, o PAIGC e os seus aliados só podem estar a sofrer de “Post Election Stress Dissorder” Transtorno de Estresse Pós-Eleição. Segundo a Associação Psicológica Americana, o termo em questão acontece quando se vivencia um trauma emocional de grande magnitude.

Para exemplificar, a derrota do PAIGC nas ultimas eleições presidenciais criou um certo nível de trauma emocional aos Dominguistas. Não sou psiquiatra para diagnosticar-los com TEPE, mas só afirmar que o “Umaro Sissoco Embalo é o presidente do DSP ” é suficiente para deixar os Dominguistas agitados.


O PAIGC decidiu entrar com duas ações junto ao tribunal de justiça da CEDEAO para anular a decisão que foi tomada pela organização. No meu ponto de vista, estão a cometer um erro grave ao tentar usar o processo judicial para resolver "questões políticas". A judicialização do nosso conflito politico num fórum internacional, só vai servir para piorar a relação entre os principais atores em disputa; algo que supostamente devia estar em construção.


Em relação a ANP, os Dominguistas sabem perfeitamente de que já não tem a "maioria confortável" que alegam ter, daí o receio em avaliar o programa do novo governo, liderado pelo Nuno Gomes Nabiam. Realmente, o problema da Guine Bissau não reside apenas na fragilidade do Hardware- (as instituições do país) mas, sim, no software humano (a mentalidade política) a forma como certos atores políticos preferem paralisar a Guiné Bissau do que vê la desenvolver. A recente nomeação da Alta-Comissária promove a tolerância, paz e reforça a unidade nacional. Senhor Presidente se a rivalidade endémica continuar a impedir o normal funcionamento do hardware, não hesite em fazer o reset do sistema usando o art. 69 da nossa constituição.


Aristides Mandinga, BA (Hons) Relações Internacionais e Estudos de Paz.

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