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Guine-Bissau| A guerra do poder sem fim à vista

June 28, 2018

Anos depois do derrube do antigo Primeiro ministro, Domingos S. Pereira, a Guine Bissau continuou a viver uma série de crises que aumentou o nível de violências estruturais no pais.

 

As eleições legislativas agendadas para o dia 18 de novembro do corrente ano têm de ser realizadas para começarmos o processo de alcançar a paz positiva na Guine Bissau.  

 

O desentendimento entre o Ministério Público e o presidente do PAIGC, não passa de cálculos políticos. Tanto o PAIGC como os aliados do JOMAV não decidem se temos ou não as eleições.

 

A recente declaração do PAIGC sobre a questão de imunidade parlamentar, foi interessante, na medida em que pedem a sociedade civil para acompanhar o desenvolvimento político em particular as intenções que existem para alterar a data das eleições legislativas. Por outro lado, os seguidores do Jomavismo argumentam que o PAIGC é que não quer as eleições legislativas porque podem perder votos ou ate mesmo as eleições. 

 

  • “Na realidade quem é que quer as eleições em novembro?”

 

Estas acusações retóricas entre os seguidores do Jomavismo e do Dominguismo em relação às eleições legislativas dificulta ainda mais a opinião publica. As perspetivas eleitorais são sombrias dada a atual situação política e socioeconómica. 

 

É de conhecimento geral, que as eleições legislativas agendadas para novembro não derivam de um processo democrático transparente ou de um consenso nacional, mas sim porque os políticos estão à beira da falência.

 

O recenseamento e o processo de votação são apenas a primeira fase da transição, mas por um lado os problemas internos ainda persistem e poderá prejudicar o desenvolvimento da Guiné se as incompatibilidades não forem resolvidas. Neste contexto, o futuro governo deve promover dois elementos principais:

 

  • Pluralismo político que garanta a existência de várias opiniões e ideias respeitando cada uma delas. O pluralismo político, como base do estado democrático de direito, aponta o reconhecimento de que a sociedade é formada por vários grupos, portanto composta pela multiplicidade de vários centros de poder.

 

O nosso contexto político não se baseia nas disputas de ideologias, mas sim na defesa de interesses partidários que leva ao enriquecimento pessoal. 

 

Perante esta realidade, a sociedade civil ou as suas organizações devem debater, encorajar e analisar o desenvolvimento político e precisam de trabalhar para se afastarem das lutas partidárias. Para quem segue a nossa política e conhece bem o nosso ambiente político saberá que a competição política no país acaba sempre por criar diferentes tipos de violências independentemente se os atores políticos concordam ou não com o princípio pluralista que serve o interesse do pais.

 

  • A criação de uma missão que encoraje a reconciliação nacional com fins de restaurar a estabilidade, união e a paz no seio político.

 

Deste modo é importante que a comunidade internacional monitorize cuidadosamente o período pré e pós-eleitoral. A pressão internacional foi decisiva na medida em que “o novo representante da ONU em Bissau afirmou que a comunidade internacional pode aumentar os apoios financeiros para a realização das legislativas se a data do escrutínio for mantida” (Agência Lusa, 2018).

 

No entanto, as eleições em si não vão resolver nada se os parceiros internacionais não continuarem a trabalhar e a colaborar com a Guiné-Bissau após a inauguração do futuro governo. A classe política guineense não tem uma outra escolha a não ser devolver o poder ao povo. 

 

Os parceiros da Guiné-Bissau, nomeadamente a CEDEAO, a União Africana, a ONU, a União Europeia e os países parceiros, caso as eleições sejam justas e transparentes, devem considerar as seguintes medidas:

 

  • O levantamento gradual das sanções contra os militares e as 19 personalidades.

 

  • Os doadores devem estar prontos, para ajudar o futuro governo a resolver o caso da união nacional dos trabalhadores da Guiné, e também financiar um programa para a reconciliação nacional.

 

Não queremos um país instável, cheio de violências. A reconciliação nacional e a paz são importantes para que o nosso país possa progredir.

 

“Que Deus abençoe a nossa terra natal, G.Bissau.” 

  

 

 

 

 

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