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"Let's agree to disagree."Anfitrião de Rio na Guiné sob sanções internacionais

July 25, 2018

There are two dominant, and sometimes “conflicting,” models of addressing conflicts: the “realist” and “peace oriented” perspectives. Johan Galtung

 

No dia 21 de julho do corrente ano, a Expresso publicou um artigo que considero um atentado à inteligência. A mensagem que o artigo pintou aprofunda a frágil situação política e social do país. Logo depois de ler o título do artigo “Anfitrião de rio na Guine sob sanções internacionais” percebe-me da má narrativa que os escritores apresentaram. Por coincidência, posso dizer que tenho conhecimento sobre a matéria em questão. O artigo mencionado acima usa as sanções internacionais, impostas aos 19 guineenses, para denegrir a imagem do novo líder do PSD.

 

  •  “As sanções impostas pela CEDEAO incluem o congelamento de contas bancárias e ativos financeiros dos visados e respetivas famílias, bem como a proibição de viajar para o estrangeiro e a recusa de vistos (também neste caso, abrangendo esses políticos e os seus familiares).”

 

O artigo questionou o atual Líder do PSD, se tinha noção das sanções que foram impostas ao Florentino Mendes quando visitou a Guiné entre o dia 10 a 13 de junho.

 

É de conhecimento geral, que as sanções não resolveram a crise política guineense. A CEDEAO foi parcial pela forma como geriu o nosso conflito. As ditas sanções violam gravemente os princípios que constam na carta dos Direitos Humanos.

 

Artigo 11°

 

"Toda a pessoa acusada de um ato delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas."

 

Artigo 12°

 

"Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a proteção da lei.

 

Neste contexto, as pessoas afetadas pelas as sanções podem alegar a violação dos seus Direitos Humanos. Todavia, as sanções impostas aos 19 políticos guineenses não se traduziu na aprovação do concelho de segurança das Nações Unidas. Portanto os autores do artigo em questão, deviam dispensar a utilização de palavras que distorcem, os princípios que constam na carta das Nações Unidas. É bom reconhecer que as sanções unilaterais, impostas fora do concelho das Nações Unidas não resolveu a crise, mas sim, serviu apenas para agravar a crise política no pais.

 

O artigo da Expresso, para além de querer manchar a reputação do Rio, também extremou as posições políticas e sociais na Guiné em termos da legalidade das sanções. Para concluir, a aceitação de informações incorretas cria confusão, pânico, e dificulta a discussão acerca da legalidade das sanções impostas pela CEDEAO.

 

 

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