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A Mutilação Genital Feminina - G. Bissau

A mutilação genital feminina (MGF) continua a ser uma realidade na Guiné Bissau. As práticas tradicionais (Fanado di mindjer) que significa MGF, infringe gravemente os Direitos Humanos das mulheres. Fiquei chocado em aprender que, existem 3 formas para executar o processo:

 

FGM de tipo 1, ou clitoridectomia, são todos os procedimentos que retiram o clítoris, parcial ou totalmente. A função do clítoris é dar prazer sexual à mulher.

 

FGM de tipo 2, ou excisão, consiste em retirar não apenas o clítoris, mas também os pequenos lábios (e por vezes também os grandes lábios);

 

FGM de tipo 3, ou infibulação, que consiste em fechar a abertura vaginal. Pode ou não incluir a remoção do clítoris."

 

 

No dia 13 do corrente mês participei num debate em Leeds Beckett University, onde a ativista Masoona Ranalvi, discutiu sobre a campanha que a própria fundou Wespeakout  “na luta contra a Khatna (MGF) na Índia.” Eventualmente, para muitos a MGF é um crime e não uma prática cultural, ou religiosa como vários profetas estimulam.

 

Resumidamente, o sistema patriarcado (Machista) Guineense intensifica a violência de género no país, o que prejudica o bem-estar das mulheres. É essencial referir que, tudo isto advém de uma leitura obscura da sociedade que marginaliza o género acima mencionado. O argumento de que são as mulheres que expõem as filhas a práticas nefastas, indica o carácter abusivo do homem em tentar controlar o corpo e a sexualidade da mulher. É importante lutar em todas as frentes, para erradicar a mutilação genital feminina no país.

 

MGF e a Religião

 

A justificação religiosa não tem fundamento: tanto como no antigo/novo testamento ou no Corão, não existe uma citação da prática (MGF) em qualquer um dos textos religiosos acima mencionados. É verdade que várias personalidades religiosas contestam publicamente a farsa do argumento Religioso. No meu intender, a prática de MGF deriva do patriarcalismo (a supremacia do homem nas relações sociais); e não da religião ou da cultura.

 

Deduzo que é de conhecimento geral ,que as consequências da MGF prejudica o bem-estar da mulher, porque reduz a infertilidade, aumenta as dores durante a menstruação, a ausencia do prazer sexual e reduz as chances de ter um parto normal; tudo isto eventualmente tira a dignidade das mulheres. O mais chocante é ver crianças (que ainda não têm a idade de consentimento) a serem levadas para cerimónias onde o corte será feito sem anestesia, com objetos infetados refiro-me a facas, vidros ou lâminas. 

 

Juntos devíamos rejeitar todas as formas de violência de género, incluindo a mutilação genital feminina na Guiné Bissau. 

 

O vídeo abaixo é um produto de unidade nacional em que diferentes entidades, tais como: ONU, UNFPA, o Ministério da Educação da G.Bissau, Músicos, NGOs, entre outras personalidades uniram-se para lutar contra a prática de MGF na Guiné-Bissau.  Uma excelente iniciativa e parabéns a todos pela sensibilização.

 

This is a song to eradicate FGM in Guinea-Bissau and worldwide, produced by UNFPA Guinea-Bissau in December 2017 in Bissau.
 

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